A morte

O tempo vai passando, eu vou envelhecendo, mas há algo que não consigo alterar em mim. Uma dessas coisas  é  minha relação com a morte. Custa-me a aceitar, apavora-me, emociona-me, não sei como lidar com ela...

A verdade é que eu já fui muito mais mulher de fé do que sou agora e era mais fácil. Fui-me afastando, duvidando, contestando  cá dentro o que a Igreja Católica defende. Ainda acredito, é certo, mas sinto que quanto mais me distancio, mais difícil é aceitar e compreender os planos, os projetos, os chamados desígnios de Deus. Dizem que Ele chama para si os que mais ama, mas tal não me ajuda a compreender melhor a inevitabilidade da morte. 

6 comentários :

  1. Nunca aceitei nem hei-de aceitar as explicações da Igreja para as mortes injustas de crianças com leucemias etc etc etc....mortes injustas em meninos e meninas que nada viveram.
    Enfim mudemos de assunto.
    Bom inicio de semana e ve o novo post no meu blog. Aproveita e vota na sondagem pois está a acabar o prazo. Beijos charmosos e adoro o teu blog

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  2. Entendo perfeitamente o que tu dizes .

    BJ!

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  3. Se há quem encontre consolo na doutrina da igreja, eu não sou certamente uma dessas pessoas. A morte é o fim, e há mortes que são mesmo muito difíceis de aceitar, de compreender. Mas há que viver a vida o melhor possível, acima de tudo mimando e cuidando de quem amamos. bj!

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  4. Como eu te percebo... Cá eu já não sei o que pensar, o que dizer... Ainda vou acreditando e falando com o "meu" Deus mas por vezes sinto-me assim... como tu...
    Beijinho e bom feriado

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  5. Eu sou igual.... Nunca encontrarei uma explicacao

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  6. ... mas não há morte, dizem os que creem que a vida continua noutro plano! E em cada noite que adormece na sua cama o que é que acha que se passa? Pertencemos ao cosmos, somos parcelas cintilantes de vida e luz, no espaço sideral. Estar aqui ou ali, tanto faz, apenas a vida se cumpre, e por agora enfiados no corpo que nos calhou nesta dimensão onde temos um papel a cumprir. Luísa

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