Uma família com esperança #21

Portugal-julho 2015

Angola- agosto 2015

Dois anos. Já passaram dois anos. Tinham razão as pessoas que me diziam que não se tornava mais fácil. Não nos conseguimos habituar a estar separados, por mais que o skype e todas as tecnologias ajudem. Também não sabemos quanto tempo mais aguentamos a viver quase que em suspenso quando não estamos a quatro, sempre à espera que o calendário avance quando estamos separados e que o tempo congele quando estamos juntos.

Foi muito, muito difícil deixar o Luís em Angola e regressarmos só três ao nosso lar, mesmo sabendo que faltava pouco para estarmos reunidos de novo. De hoje a oito dias, vamos estar os quatro outra vez. O pior mesmo é  outra despedida. E mais outra?
Tenho/temos vontade que esta separação física acabe. Conversamos mil vezes sobre o assunto, imaginamos situações, fazemos planos que podem ou não concretizar-se, respiramos fundo, fechamos os olhos e inspiramos a frase "um dia de cada vez".
O pior é que eu quero cada vez mais que este "um dia de cada vez" seja a quatro...


2 comentários :

  1. O dia de estarem a quatro - para sempre - vai chegar.
    É preciso ter força e esperança, como vocês a têm!

    Beijinhos aos quatro!
    Paula

    vidademulheraos40.blogspot.com.

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  2. Sei tão bem do que a Sofia fala que consigo sempre sentir antistes com que escreve estes desabafos!
    Habituar? Tornar mais fácil? O que é isso? Só se as pessoas não gostarem verdadeiramente umas das outras. As despedidas são cada vez mais difíceis e dolorosas à medida que o tempo passa!
    E eu pergunto! Mas afinal as famílias não são para estar juntas?!
    Sofia como a entendo...
    Espero sinceramente que tenham a possibilidade de terminar com tal sofrimento!
    Nem sempre um dia de cada vez é a solução! Pois a cada dia que passa a tristeza do afastamento é maior e afinal de contas fomos feitos para viver felizes!!!!
    Um beijinho no seu coração!
    MR��
    @sagadaemigracao

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