Os filhos e a minha vida como ela é...


É raro o dia em que, quando me deito, não reze e agradeça. É uma das minhas rotinas: agradecer pelo tanto que tenho e pelos meus filhos. Tenho muita sorte por receber tantos mimos, por eles serem meninos carinhosos,  sensíveis e educados. 
Às vezes, quando me deito mais tarde, vou espreitá-los e fico caladinha a vê-los a dormir. Eles não desconfiam, mas fico sempre estupefacta a olhar para as fotos do quarto (em que eles eram pequeninos) e as faces deles de homens pequeninos. Muitas vezes, as lágrimas espreitam, ou correm, e eu fico quietinha, com o coração a rebentar de orgulho por vê-los  crescer assim, sem preconceitos, a defender o que acreditam. Lembro então conversas como esta, do nosso fim-de-semana, em que o Gonçalo me deixou sem resposta:

- Gonçalo, queres mesmo participar no Intercâmbio com a Bélgica? Acho que estou com um bocadinho de medo que vás...
- Mãe, isso é que não pode ser. Mãe, eles querem é vencer-nos pelo medo. Eu continuo a querer ir.

E (também) é por isto que eu agradeço...


5 comentários :

  1. Sem dúvida que o seu filho tem razão.

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  2. "Mãe, eles querem é vencer-nos pelo medo." Isto é sabedoria! Digo o mesmo aos meus! Viver com medo não é viver.

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  3. Sofia,
    Embora não veja mãe penso que já me corre nas veias um lado materno, não sei se por ser filha mais velha, por adorar os meus priminhos mais pequenos como se fossem meus filhos e penso que sinto só assim um bocadinho (porque afinal filhos são filhos) do que fala.
    É bom vê-los crescer com saúde, com energia para dar e vender. Cheios de sonhos que um ia irão alcançar se Deus quiser.
    Não há nada na vida que pague esta maior regalia da Vida.
    O seu maior tesouro, o bem mais precioso que a Vida lhe deu. Dois filhos lindos e maravilhosos.
    Um beijinho enorme😘
    MR💗
    http://sagadaemigracao.blogspot.com/2015/11/aventuras-em-angola-23-o-que-queres.html?m=1

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  4. Concordo com o teu filhote, mas se fosse eu também ficaria de coração apertado...

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  5. Obrigada pela partilha destas palavras. Revi-me no agradecimento pelo que tenho, no olhar para os filhos quando dormem, na contemplação das fotos, provas documentais do quanto vão crescendo...

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