Viver depois da morte...

O meu pai no Portugal dos Pequenitos

Faz hoje três anos que me despedi fisicamente do meu pai. No dia em que a minha avó fazia anos, o meu pai foi ao seu encontro. Partiu em paz, na sua casa, rodeado pelas mulheres da vida dele (a minha mãe, eu, a minha irmã e a neta), como o escrevi aqui.
Temos...tenho muitas saudades dele. Saudades de ter um pai presente, saudades do sorriso dele sempre que me via, saudades do dia do meu casamento em que os olhos dele brilhavam mais do que nunca, saudades das histórias que contava... 
A vida prosseguiu...prossegue...Não há dia em que não me lembre do meu pai e ele foi uma das razões porque comecei a fazer voluntariado na Academia de Maceira ( centro de dia e lar de idosos). Só o disse a duas ou três pessoas, mas uma das razões é profundamente egoísta: é que eu procuro  (e encontro por vezes)  o olhar sereno do meu pai nos olhos dos idosos que frequentam a Academia. E mato um bocadinho as saudades...Fecho os olhos, dou abraços apertados e forço o pensamento a acreditar que um dia vou estar nos braços do meu pai outra vez!

8 comentários :

  1. também perdi o meu há 6 anos! Um abraço!

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  2. O meu fez ontem 2 meses e ainda não me parece verdade....

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  3. Meu Deus, não perdi os meus pais mas perdi os meus avós que me criaram desde os 3 anos 1º o meu avô há 8 anos e agora há um ano a minha avó e também eu dou por mim a olhar para pessoas que tem alguma semelhança com eles e fico com uma vontade de abraçar imensa, fecho os olhos e imagino que o faço e as lágrimas simplesmente caem. Sem dúvida que a vida prossegue mas no dia que eles partiram levaram um pouco de mim com eles. Aproveito para elogiar os seus posts simplesmente gosto muito, tocou-me em especial este pois é algo que desabafou publicamente que eu também o faço mas nunca contei a ninguém.
    Um Abraço
    Sílvia

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    1. Oh...obrigada, Sílvia.
      Um grande, grande beijinho...

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