A minha identidade





Nota: Este post acabou de sair, depois de andar a ver estas fotos que tinha aqui guardadas e que foram tiradas com o telemóvel ( agosto 2015)

Uma das coisas que experimentei em Angola ( não em Luanda, mas sim no Sumbe) foi a sensação das mulheres me acharem um pãozinho sem sal, branquela, com ar de frango e roupas demasiado simples... Uma vez uma rapariga até me confundiu e pensou que eu era filha do Luís ( disse-lhe que só os meninos é que eram parecidos com ele, eu não),  mas deve ter acontecido mais vezes (pelo menos mais uma vez no supermercado em que mandaram um piropo ao Luís comigo ao lado). Quando vim embora, a única coisa que vi que as senhoras do acampamento onde estava cobiçavam eram os meus vernizes, que lhes ofereci, claro. As blusinhas, as minhas botinhas de andar na rua não pareceram grande atrativo...

Isto tudo para dizer que, como é sabido,  a beleza é muito relativa e que, temos que ser sobretudo fiéis a nós. Eu nem sempre gosto do que vejo ao espelho, mas esforço-me por agradar a mim própria. Em Angola eu fui eu. Quando viajo sou eu. Quando me visto para ir trabalhar sou eu. Quando vou ao café na aldeia sou eu. Quando vou a um espetáculo sou eu. Adapto a minha maneira de vestir face às situações, mas nunca me esqueço do mais importante: estar confortável  comigo mesma e com quem eu sou. Talvez as consultoras de moda lhe chamem estilo próprio ou outro nome qualquer. Eu chamo-lhe Identidade.





1 comentário :

  1. Não escreveria melhor.
    É tal e qual estar na moda. É apenas ser EU.
    Beijinho
    MR❤

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