E o tempo que passa tão depressa...

O relógio não pára. O calendário não pára... E eu a ver mais uma ruga a aparecer...E eu a ver o meu pai a envelhecer...tanto...
Como é que foi tudo tão rápido? Como é que ainda há tão pouco tempo me ensinavas a conduzir e me conduzias tu próprio naquele doze de Setembro que foi o dia do meu casamento, e agora te conduzo eu?
Como é que tão depressa foste ficando cada vez mais débil, mais fraco? E por que me faltam as palavras certas para te animar?
Mas eu não desisto de ti pai. Não te vou deixar só, nunca.Vou sentar-me ao pé de ti todos os dias pelo menos um bocadinho, vou continuar a  perguntar-te sempre a tua opinião, vou continuar a mostrar-te todos os dias que és muito importante para mim...
Mas esse teu olhar triste é que me derrota...só me lembra a canção da Mafalda Veiga... E nós todos à tua volta, a tentar fazer-te rir... mas a sentir que te sentes injustiçado... que o AVC te( nos) surpreendeu...e nós sem encontrarmos as palavras certas. Como encontrar as palavras certas?

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