Não se aceita.

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Imaginam estar a fazer um tratamento para engravidar num hospital público e, a meio, esse tratamento ser interrompido por falta de verba. Não se aceita. Nem em nome da crise  nem em nome das medidas de austeridade. Não se aceita.
E acontece hoje. Em Portugal. Segundo o Público, na Maternidade Alfredo da Costa. 
Como é possível quando a nossa taxa de natalidade não pára de diminuir? Como é que é possível brincar assim com as pessoas quando estas se encontram a passar por momentos tão difíceis? Será que os tratamentos de infertilidade são cada vez mais privilégio de ricos?
Não consigo compreender e não consigo mesmo aceitar.
E saber que não posso fazer nada... a não ser escrever este post neste meu blogue.

22 comentários :

  1. É revoltante, estão a jogar com a vida e com os sentimentos das pessoas! E pensar que o governo gasta milhares de euros em carros, jantares e outras "coisinhas" e depois corta na saúde, na educação e exige sacificios a todos. É frustrante não podermos fazer nada...bj.

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  2. Isso é um escândalo!
    Tanta coisa em que cortar e vão cortar nisso!
    Inacreditável....:(
    Ainda no outro dia tb li que em Portugal não é permitido uma mulher decidir ser mãe solteira com filho de pai incognito...
    Há mt trabalho a fazer em termos de legislação tb...

    É frustrante!

    Kiss kiss

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  3. Infelizmente passei por esse monstro que se chama Infertilidade e para conseguir ter os meus filhos tive que fazer Fertilizações in Vitro. Quando percebi como é que as coisas corriam no público optei imediatamente pelo privado. Foi uma opção que não me arrependo um segundo que seja. Mas a verdade é que tive que fazer muitos cortes noutras coisas para poder investir tudo nos tratamentos.

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  4. É inaceitável. É arrepiante pensar o que leva a estas opções como prioritárias. Como se retira a esperança a um casal a meio de uma caminhada tão dolorosa e marcante?
    Não aceito. Não posso. Tem dias que não percebo mesmo a sociedade em que vivemos.
    beijo

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  5. E sabendo que este tipo de tratamentos envolvem muita coisa, incluindo, na maior parte das vezes, uma forte carga emocional para quem os faz....

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  6. Havendo dinheiro para submarinos fica o importante por dar importância.
    É o melhor que temos, e duvido que melhore.

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  7. Estamos em Portugal, não há mais nada a dizer...

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  8. Uma tristeza, tambem li a noticia, ate' metem "nojo" e depois gastam dinheiros em submarinos e avioes antigos e mudam a frota de carros do governo, e' mesmo brincar com o sentimento das pessoas :-((
    beijinhos e assim comecamos a semana cada vez mais triste com o nosso Portugal

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  9. e já é uma grande ajuda colocares este post no teu blog!
    Eu tbém tenho uma filha nascida através de FIV, a modos que sei bem do que se trata.

    Obrigada
    Maggie

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  10. É muito triste...e infelizmente nem toda a gente tem dinheiro para ir para o privado!

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  11. Que vergonha. Inadmissível. Estou parva com este país. Batemos cada vez mais no fundo.

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  12. Nem me quero imaginar no caso dessa mulher que sonha ter um filho ao receber uma notícia dessas.

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  13. Fazer esse tipo de tratamentos por si só já deve ser um período complicado em termos psicológicos e depois ainda brincam com as pessoas. Horrível.
    Sophie*

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  14. Também gostaria de saber se vão deixar de comparticipar na totalidade as interrupções voluntárias de gravidez.
    A mim custa-me ver o sofrimento de quem está em lista de espera para os tratamentos de infertilidade e lado a lado as Senhoras que optam por interromper a gravidez são imediatamente encaminhadas para Lisboa, com viagens aéreas, estadia e alimentação pagas.
    Não tenho nada contra, mas custa-me ver que há dinheiro para umas coisas e para outras não!

    Cadês
    Almofariza

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  15. Escrevi muito neste comentário.. Apaguei tudo e sabes porquê? Porque não há palavras para tal...
    enfim. PAra esta gente somos 'carne para canhão'... eles devem-nos ver como nós vimos aqueles animaizinhos que são transportados para o matadouro nos camiões... mais um|

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  16. Sofia, já não basta aos casais em causa, a infelicidade que sentem, quanto mais passar por isto...sinceramente!
    Beijinhos

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  17. É possivel porque somos números, só isso. Números sem reconhecimento e não considerados, a não ser em épocas de sufrágio.

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  18. Há coisas que não têm explicação possível e essa é uma delas, não se pode fazer isso a ninguém, a ninguém mesmo.

    Beijinhos grandes

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  19. Até fico com vergonha deste país...

    Kiss*

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  20. Este país vai de mal a pior, é revoltante...não há explicação para a forma como tem sido gerido...é mesmo revoltante.

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