Angola...dia-a-dia...







Quando vi as primeiras aldeias tradicionais, pensei que estivessem desabitadas. Ingenuidade minha. Rapidamente vi que nas delicadas casinhas com o telhado de colmo mora mesmo muita gente. No início, custava-me até a olhar, como se estivesse a invadir a privacidade das pessoas. No entanto, depois vi que as crianças esperavam um adeus, um polegar levantado, e que isso é suficiente para as fazer sorrir.
Confesso que, por vezes, é difícil não me emocionar ao ver crianças tão pequenas com tão pouco e saber que eu estou a viver com todas as condições a que estou habituada, enquanto aqui ao lado vive muita gente sem luz nem água, deixa-me um bocadinho dorida.

Trouxe livros, uma bola, roupa e material escolar que vou tentar entregar aqui numa escola próxima, mas sei que isso é nada. Quero, contudo, acreditar que são felizes. Vejo as crianças a trepar árvores e a correr e sinto-as livres como os meus filhos nunca foram, mas dói na mesma.

6 comentários :

  1. Conseguem encontrar a felicidade no pouco que têm mas sentimos pena que não tenham mais um pouquinho :(

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  2. Incrivelmente, estas crianças não se queixam de nada. Estão sempre com um sorriso no rosto, ao contrário de muitos meninos que tudo têm e nada dão valor...

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  3. A única coisa que eu (que detesto futebol) retive do último Mundial, foi uma entrevista de um jogador Drogba (Costa de Marfim), que disse que só se apercebeu que as pessoas comiam 3 refeições ao dia, e que isso era considerado normal, quando foi contratado pela grande equipa de futebol, onde hoje joga.
    Eles não sentem falta, porque nem sabem... e não tenham dúvidas que são mais felizes que muitas das "nossas" crianças.

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  4. Essa é a realidade que eles conhecem e gostam. Acredita que muitos são mais felizes do que as nossas crianças que tudo têm...

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  5. Incrível mesmo... E os sorrisos lindos que têm?

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