Uma tragédia. E agora, vamos à nossa vidinha?

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Quando acontece uma tragédia na vida de alguém parece que, por vezes, há como que uma curiosidade (mórbida?) em querer ver como é que as pessoas lidam com a dor. Contudo, o que muitas vezes acontece é que, passado uma semana (ou menos por vezes), as pessoas se afastam e seguem a sua vidinha normal. Quase como se já chegasse e já não tivessem nada a fazer para ajudar a dor dos outros.

Eu tento não ser assim, embora reconheça que nem sempre é fácil, porque nunca sabemos se podemos estar a ser demasiado "intrometidos", se é que me entendem... Mas, escrevia eu, prometi a mim mesma não me afastar da vida das pessoas amigas que passaram por uma terrível fatalidade e fazer o que estiver ao meu alcance para ajudar a minimizar o sofrimento de perder alguém TÃO importante ( e se eles quiserem contar comigo, claro).

E, contudo, receio que a rotina dos dias e os afazeres que norteiam a minha vidinha me façam esquecer... Eu quero continuar presente. 

E sim, eu sou uma despistada confessa, despassarada até mais nada, mas quero mesmo orgulhar-me de não me esquecer dos meus princípios. Vamos a isso, Sofia!

3 comentários :

  1. Sofia,
    tu és das pessoas mais doces e genuínas que conheço. Os teus princípios norteiam sempre a tua vida e ser despistada faz parte do teu encanto ...
    Não falharás a quem ficou e na homenagem a quem partiu, tenho certeza.
    Recebe um beijinho doce

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  2. É quando todos os outros se afastam que eles mais precisarão de ti.
    Beijinho

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  3. Quando perdemos alguém que amamos muito a ajuda dos outros é sempre Benvinda, sobretudo na fase em que a maioria segue a sua vida e nós caímos em nós e vemos que a perda é irreversível.
    Não tenha receio de incomodar,a sua ajuda poderá ser até como forma de presença silenciosa, um telefonema, um segurar de mão.Apenas para quem sofre saber que não está só, e que alguém percebe que mesmo passados meses a dor continua.Essa empatia é tão apaziguadora da nossa dor...Um abraço para si,gosto muito de ler o seu blog. Maria

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